Astaroth Produções

FOTOS Larissa Anzoategui

MAQUIAGEM Palmira Nogueira

CONCEITO/PRODUÇÃO

Ramiro Giroldo e Larissa Anzoategui

TEXTO Larissa Anzoategui

Von Karen e Bibiana Vargas

Proibida de banhar-se na luz do sol, Neon se cerca de luzes noturnas.

 

A artificialidade criada pelos mortais a satisfaz. Por séculos procurou abrigo em noites iluminadas: Paris, Tóquio, Nova York, Las Vegas. Com o tempo a satisfação trazida por esses centros luminosos não era mais suficiente. O que Neon precisava era de luz correndo em suas veias. Já não bastava apenas sangue, era preciso ingerir luminescência.

 

Uma vida não viva a fazia sentir-se como uma mentira. Neon, abraçando as possibilidades de nem ser real, escolheu a imagem que constituiria seu mito: brilho e luz, por dentro e por fora. Para se manter nessa forma, repete periodicamente um ritual. Em infernos iluminados artificialmente, escolhe a vítima. Música conduz a hipnose. Olhares, passos, quadril. Neon oferece a taça cheia de uma química especial capaz de transformar o vermelho rubro do sangue em um magenta fluorescente. Ao morder sua vítima, ingere luz e se extasia por noites a fio. Satisfeita, senta-se na poltrona da sala, em deleite com a luminescência que lhe corre nas entranhas e com o brilho dos letreiros neon invadindo a persiana da sala.

neon-1 neon-2 neon-3 neon-5 neon-6 neon-7 neon-8 neon-9 neon-10 neon-11 neon-12 neon-13 neon-14 neon-25 neon-26 neon-31 neon-29 neon-28 neon-27 neon-30 neon-17 neon-15 neon-16 neon-18 neon-19 neon-20 neon-23 neon-21 neon-24 neon-22